Estilo: cortar o cabelo em casa ou em salões especializados?

Conheço muitas pessoas que cortam os cabelos dos próprios filhos em casa, sem quaisquer dificuldades ou dilemas morais. Pena que não é o meu caso.


Minha destreza motora é sofrível. Faço desenhos de mangá elaborados, mas sou incapaz de cortar uma linha reta traçada numa folha de sulfite... Se já faço estragos em pobres e indefesas folhas de papel, o que eu faria no cabelo da minha pequena Peeps?!!!

 

Fora o trauma de infância. Tinha uma coleguinha na classe cuja mãe cortava a franja dela. Só que a pobre cidadã também era desprovida de talentos para coiffeur, e não se ligava no fato. A menininha tinha uma franja que, além de torta, ficava tão em cima da testa que era motivo de piadinhas bem infelizes. Até hoje, quando vejo uma franja mal cortada, lembro dessa menininha. Pobre estigma!...

 

Para evitar altas contas em análise quando a Peeps ficar mais velha, prefiro investir em salão infantil. Desde o primeiro corte, sempre vamos ao mesmo lugar, com profissionais competentes, quilos de brinquedinhos para distrair e estresse zero.

 

Assim, consigo um visual mais moderninho para a pequena, que combina com seu estilo fashion selvagem (que raramente aceita quaisquer adereços capilares, e acaba com as madeixinhas ao vento o tempo todo).  

 

Essa foi a minha escolha. Mas não condeno quem tenha a possibilidade de cortar os cabelos em casa. Estilo é tudo – mas, hoje em dia, a economia é essencial. Se der pra aliar os dois, por que não fazê-lo?

 

Agora, se a sua escolha for parecida com a minha, aí vão algumas dicas para encontrar um bom lugar.

 

* O profissional TEM que ser paciente.

Um cabeleireiro pode ser UM ARRASO para adultos, mas... se não tiver “saco” pra aguentar manha, chororô, desconfiança da tesoura e indefectíveis mexidas de cabeça, passe longe. Lembro que ficamos impressionadíssimos com o profissional que fez o primeiro corte da Peeps. Ele tinha uma técnica incrível, que circundava a cabecinha dela enquanto cortava – só ficando à sua frente, e com a tesoura à mostra, na hora da franjinha. Parece bobagem, mas fez a diferença para a primeira experiência.

 

* O ambiente do salão precisa ser acolhedor.

Pode ser apenas uma daquelas cadeiras antigas em formato de carrinho. Mas alguma coisa tem que mostrar que é pensado para uma criança. Outro dia, vi uma menina de cinco anos apavorada num lavatório de salão de beleza para adultos. Estava sentada sobre três almofadas, desequilibrada, visivelmente desconfortável. Há que se observar esses detalhes para não tornar algo que seria bacana numa experiência desagradável.

 

* Observe como o profissional conversa com a criança (ou até SE conversa).

Já presenciei a cena de um menino de três anos se acabando de chorar na cadeira e o ser, em vez de acalmar o coitadinho, brigava com a mãe para segurá-lo com mais força... Nem preciso comentar mais nada, né?

 

* Se possível, apresente o lugar ao seu pequeno ANTES do dia em que irá, de fato, cortar o cabelo.

A Peeps brincou um tanto dentro do salão algumas semanas antes de fazer seu primeiro corte. Já ambientada com o lugar, a coisa foi bem mais fácil.

 

* Por fim...

Conversar com a criança, ter o costume de pentear, escovar, mexer nos cabelos, fazer penteadinhos (no caso das meninas), ajuda a tirar a má-impressão de pessoas manipulando sua cabecinha. E essa dica é bem fácil de ser colocada em prática... Afinal, quem não curte fazer um cafuné nas madeixas cheirosas dos nossos filhotinhos?...

 

Convido vocês, leitores da nossa casinha das Fashion Tips, a compartilharem suas opiniões e dicas sobre o tema no nosso espaço para comentários! 

 

por Clau Nicolau - 19 de julho de 2013

 

À esquerda, o primeiro corte de cabelo...

 

... e, à direita, o mais recente, com a novidade: franjinha!!! =D