Planejar é preciso...

Esqueça os improvisos (pelo menos, por enquanto). Viajar com bebês e crianças pequenas requer um trabalho de planejamento cuidadoso, para evitar alguns contratempos embaraçosos - falta de fraldas, de papinhas, de entretenimento adequado à faixa etária... Parece chato, mas, com um pouquinho de antecedência, alguns cuidados podem traçar a linha divisória entre o caos e a diversão. 

Agora em julho, vamos para nossa quarta viagem em família, terceira internacional. Lembrando que nossa pequena tem apenas dois anos e dois meses, a milhagem dela não é nada desprezível! Assim, divido com vocês nossa experiência, que vai para além da escolha de cute outfits para os dias fora de casa... Simples, prático e bem divertido. Afinal... Quem não curte aquela famosa e deliciosa ansiedade pré-férias?



* Pesquisa, pesquisa e mais pesquisa. Guias de viagem são bacanas, mas a internet é tudo nessa vida. Desde explorar o Google Maps para dar uma olhada nos arredores do hotel, até para buscar lojas bacanas para as comprinhas, lugares interessantes para conhecer e, o mais importante, localização das farmácias mais próximas. Afinal, leite, fraldas e chupetas de emergência sempre acabam sendo necessárias, por maior que seja nossa mala.

Outro ponto interessante é pesquisar um pouquinho dos costumes locais. Foi por essas fuçadas de internet que pude perceber o quanto a amamentação é um tabu em muitos estados na terra do Tio Sam, o que me fez optar pela compra de uma capa própria para esse momento (lá mesmo, numa loja especializada em artigos para bebês). Também foi pela pesquisa intensa que descobri um parque temático super bacana num shopping em Buenos Aires, e soube com antecedência que quase todos os passeios turísticos de Petrópolis podiam ser feitos a pé.



* Abandonamos completamente a compra de pacotes turísticos. City tours e passeios, sempre com as mesmas pessoas, pode ser bacana em alguns momentos da nossa vida... Mas, com crianças pequenas, percebi que precisamos estar dispostos a mudanças de planos e horários. Fechamos passagens de avião e hotéis pela internet; gostamos muito do Decolar.com, apesar de sabermos que há outras empresas sérias e bacanas. Sites como Yelp! e Trip Advisor são muito bacanas, também, para termos impressões acerca do hotel e seus arredores a partir do ponto de vista de outros hóspedes com perfis parecidos com os nossos.

Assim, consegui descobrir que o hotel em San Francisco que haviam nos oferecido em uma agência de viagens física estava localizado numa área menos tranquila e propensa a passeios noturnos com um minibebê em sling; eliminamos muitos hotéis de Buenos Aires por terem carpete ou elevadores muito antigos, que encrencam toda hora (um horror para quem vai com carrinho); encontramos um resort em Cancún que era mais voltado a receber famílias com crianças e uma pousadinha super charmosa e cheia de verde em Petrópolis, com acesso fácil ao centro histórico e a poucos minutos de carro de Itaipava.



* Invista num bom transporte para seu bebê. Em nossa primeira viagem, Peeps não tinha completado dois meses... Então, meu marido e eu nos revezamos entre o sling e o canguru. Ela ainda era relativamente leve, e conseguimos conhecer muitos lugares interessantes caminhando e levando a pequena, literalmente, a tiracolo. Dali em diante, fomos atrás de um carrinho leve e compacto, estilo "guarda-chuva", para nossos passeios. O nosso é um MacLaren Daytripper, super simples, mas extremamente fácil de transportar. Hoje, com minha experiência, recomendaria um modelo que reclina para as indefectíveis sonecas (muitas vezes, ela dorme, o pescocinho pende um pouco e o pessoal em volta enche o saco em qualquer idioma: "tadinha... vai quebrar o pescoço... deve estar doendo...". O fato é que ela não está nem aí, mas realmente estaria mais confortável bem deitada.).



* Leve fraldas suficientes apenas para os dois primeiros dias, até você se ambientar com o lugar. Fraldas são leves, mas ocupam um espaço considerável nas malas. Vale pesquisar as melhores marcas no lugar para onde você irá - apesar de sabermos que Huggies e Pampers são encontradas em quase todos os lugares. Também é útil levar o peso do seu bebê convertido para libras, caso seu destino seja um país onde os quilogramas não sejam a unidade de medida padrão.



* Informe-se sobre a quantidade de bagagem permitida por sua companhia aérea. Algumas, como a American Airlines, permitem apenas uma bolsa de fraldas para os bebês... Isso faz toda a diferença, pois todas as roupinhas e acessórios entrarão no seu total de malas. 



* Se a viagem for de carro, programe paradas estratégicas. Mamadas, trocas, almoço, esticada de pernas, entretenimento... Há postos de qualidade nas estradas brasileiras, com espaços muito bem montados e higienizados próprios para os pequenos. Já troquei a Peeps em postos de beira de estrada e até no banheiro de um restaurante minúsculo em El Caminito. O melhor, mesmo, é usufruir da estrutura adequada sempre que possível.



* Muitos hotéis disponibilizam berços e camas extras, mas você precisa solicitar. Inclusive, vale a pena salientar a idade da criança. Por mais que tenhamos dito que nossa pequena não tinha ainda dois anos, trouxeram para nós, em Cancún, uma cama de solteiro padrão, super alta. Ela já estava acostumada a dormir em cama havia alguns meses, mas seria um problemão se ela ainda dormisse em berço... Em alguns casos, vale a pena inclusive transportar um berço portátil. 



* Por mais natureba que seja, vale a pena levar uns potinhos de papinha industrializada. Óbvio, está longe de ser a refeição ideal, mas é um bom salva-vidas nos momentos de desespero - como um restaurante com comida muito condimentada, a falta de um cardápio infantil ou mesmo um fuso horário não ajustado. A internet mais uma vez pode ser uma mão na roda: pesquise as melhores marcas de papinhas, leites e sucos de caixinha para ajudar nesses momentos críticos.



* Não é besteira levar naninhas, bichinhos ou travesseirinho de um bebê pequeno. Por menor que seja, o toque e o cheirinho familiares ajudam na hora do aconchego num colchão estranho. O mesmo vale para brinquedinhos dos maiores; podem ser de grande ajuda durante refeições em restaurantes ou nas horas de voo.



* E por falar em avião... Siga o fuso horário do seu pequeno ou pequena ao escolher o horário do voo. Tivemos uma excelente experiência com a Peeps no voo para Dallas. Mas conforme vão crescendo, realmente fica mais difícil encarar longos momentos nas alturas, principalmente em classe econônica (que é o nosso caso...), e vale investir em entretenimento. Compramos um DVD portátil e um fone de ouvido bem fofinho, garantindo nossa paz durante o tempo em que ela permaneceu acordada...

por Clau Nicolau - 10 de maio de 2013









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